por [J. Nicholas Hoover/InformationWeek EUA]
As mesas de jogos e os corredores estão vazios no campus da Microsoft, em Redmond, Estados Unidos; e todos os programadores permanecem com os olhos grudados nos monitores, enquanto continua a corrida cumprir o prazo estabelecido para o que está sendo considerado o maior lançamento de um produto corporativo já efetuado pela gigante. Mas eles nem sequer estão perto de conseguir a meta.
Nesta quarta-feira, 27 de fevereiro, em Los Angeles (EUA), a Microsoft irá lançar formalmente o Windows Server 2008, o SQL Server 2008 e o Visual Studio 2008. Em muitos aspectos, eles nem precisam ser apresentados. O conjunto é considerado o carro-chefe da linha corporativa da Microsoft, utilizado por milhões de clientes. As vendas de servidores e ferramentas da Microsoft têm aumentado mais de 10% anualmente, nos últimos 22 trimestres, alimentando um empreendimento avaliado em US$11,2 bilhões. Sozinho, o Windows Server Enterprise Edition teve um crescimento de 35% no último trimestre.
Mas já se passaram cinco anos desde que a Microsoft lançou um novo sistema operacional para servidor – o Windows Server 2003 – e três anos desde a atualização do banco de dados em que ele é executado, o SQL Server. Por isso, essa empolgação não é nenhuma surpresa e, de acordo com a pesquisa que acaba de ser realizada pela InformationWeek norte-americana, existe uma demanda reprimida.
Mas a Microsoft – como costuma fazer muito freqüentemente – falhou em dois fatores cruciais. A data de lançamento do SQL Server 2008 foi prorrogada para o terceiro trimestre deste ano, e o tão esperado hipervisor de máquina virtual, denominado Hyper-V, está atrasado cerca de seis meses em relação ao Windows Server 2008, o que significa que o Hyper-V, provavelmente, também não será entregue até o terceiro trimestre de 2008.
Em outras palavras, ainda decorrerão alguns meses até que os departamentos de TI possam trabalhar com a virtualização do Windows Server ou com as atualizações do SQL Server, e, enquanto isso, é impossível conhecer a qualidade desses lançamentos. A visão da Microsoft sobre a automação de data centers – um trabalho que está em desenvolvido nos últimos cinco anos e que agora está sendo chamado de “TI Dinâmica” – permanece como uma iniciativa inacabada. Voltaremos a este assunto, mas primeiramente, vamos falar do básico:
• O Windows Server 2008 entrou em produção no começo deste mês e deverá estar disponível no próximo 1º de março. Além do Hyper-V, importantes melhorias incluem o Server Core, para a implementação específica de tarefas; o Server Manager, para o gerenciamento simplificado, e uma nova versão do servidor web da Microsoft, denominado Internet Information Services 7.0.
• Os principais avanços no SQL Server 2008 incluem criptografia de dados simplificada e um gerenciador de recursos para adequar o desempenho.
• O Visual Studio 2008 foi lançado em janeiro passado. Seus recursos diferenciais são a capacidade de desenvolver aplicativos para diversas versões de .Net Framework e um enfoque no desenvolvimento para web.
À medida que se tornarem disponíveis, os novos produtos da Microsoft provavelmente criarão um data center mais automatizado. O objetivo definitivo da companhia é criar um ambiente de software no qual os aplicativos não mais estejam restritos ao hardware físico e em que o fornecimento de recursos seja baseado nas condições e necessidades corporativas. “Historicamente, as pessoas compram um aplicativo para ser executado em uma determinada versão de um sistema operacional e em um hardware específico”, explica Bill Laing, gerente geral da divisão de desenvolvimento para o Windows Server. “As pessoas querem romper com esses vínculos, querem que a implementação seja uma aplicação lógica”.
Existe um nítido interesse na nova linha de produtos da Microsoft. De acordo com um estudo que acaba de ser concluído pela InformationWeek Research, com 1.082 profissionais de tecnologia corporativa, 56% planejam iniciar a adoção do Windows Server 2008 dentro de dois anos a partir de seu lançamento, motivados, principalmente, pelo Internet Information Services 7.0. Quase a metade deles (45%) planejam começar a instalar o SQL Server 2008 nesse mesmo período, sendo que a criptografia de dados é o recurso mais procurado. A adoção do Visual Studio 2008 segue um caminho diferente, como um conjunto de ferramentas projetado para ser utilizado por desenvolvedores. Um total de 34% pretendem utilizar o VS 2008 dentro de dois anos, com uma esmagadora maioria desse percentual mostrando a intenção de utilizá-lo para o desenvolvimento de aplicativos para a web.
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Avaliação do impacto: Produtos Corporativos Windows
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- Benefícios
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- Riscos
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Organização de TI
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O Windows Server 2008, o SQL Server 2008 e o Visual Studio 2008 representam avanços substanciais no gerenciamento e na virtualização de ambientes de servidores Windows.
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O SQL Server 2008 e o Hyper-V foram adiados até a segunda metade de 2008, colocando efetivamente as atualizações “na espera”. A compatibilidade de aplicativos é uma preocupação
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Organização corporativa
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O SQL Server 2008 foi aprimorado para a inteligência corporativa e o armazenamento de dados. O banco de dados da Microsoft faz um trabalho melhor de monitoração e acesso a registros, para a governança corporativa.
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Qualquer funcionalidade corporativa dependente dos novos produtos de servidores da Microsoft está suscetível aos respectivos atrasos. Além disso, é melhor ficar atento aos custos não reincidentes.
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Competitividade corporativa
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A tecnologia de virtualização Hyper-V, da Microsoft, ajudará os clientes a consolidar servidores e centrais de dados. O dinheiro economizado com hardware e eletricidade pode ser redirecionado para business intelligence e o desenvolvimento na web.
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Seus concorrentes podem estar avançando com estratégias de virtualização e business intelligence utilizando outros produtos, enquanto sua companhia permanece presa a um padrão.
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Conclusão
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Os departamentos de TI indicam a facilidade de gerenciamento, a confiabilidade, e facilidade de integração de PCs e o baixo custo como as principais razões porque eles consideram o Windows Server 2008 e o SQL Server 2008. Mas os benefícios mais desejados não poderão ser concretizados, até que a Microsoft realmente implemente todos os recursos. Enquanto isso, as questões sobre custos, compatibilidade de aplicativos e qualidade de software não poderão ser respondidas.
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O outro lado referente a esses números indica que 44% dos participantes do estudo não têm planos para utilizar o Windows Server 2008, simplesmente não sabem quando poderão utilizá-lo, ou dizem que demorará mais de dois anos antes que eles pensam em instalá-lo. O que pode fazer os departamentos de TI hesitarem? Cerca de 73% dos respondentes ao estudo identificaram a compatibilidade de aplicativos como um motivo de preocupação referente ao Windows Server 2008. As despesas não reincidentes e os custos gerais são preocupações associadas ao Windows Server 2008 e ao SQL Server 2008.
O estudo também demonstra que os profissionais de TI não perderam o interesse no Linux como uma alternativa para o Windows Server; 23% dos respondentes esperam aumentar a proporção de servidores Linux em suas infra-estruturas de TI, nos próximos 12 meses.
Sem dúvida, a nova tecnologia considerada mais importante no avanço da Microsoft é o hipervisor, que ainda não está pronto para ser lançado. O Hyper-V é a tecnologia da Microsoft a partir da aquisição da Connectix, realizada em fevereiro de 2003. Enquanto a Microsoft gastou seu tempo introduzindo a virtualização no Windows Server 2008, VMware, XenSource e outras empresas do ramo foram acumulando participação de mercado.
A estratégia de TI Dinâmica da Microsoft exige a virtualização de todas as camadas de software, desde o desktop até a central de dados. O Windows Server 2008 será a primeira versão a ter um hipervisor integrado, o que tornará muito mais fácil para os gerentes de TI executarem máquinas virtuais em servidores físicos. Os profissionais da Microsoft admitem que “ficaram para trás” nessa corrida, mas insistem em que outros fabricantes apenas arranharam a superfície dessa vasta oportunidade. Em uma recente visita realizada ao campus da Microsoft, eles afirmaram repetidamente que menos de 5% dos servidores instalados são virtualizados. “Estamos popularizando a virtualização”, declara Mike Neil, gerente geral para a estratégia de virtualização da Microsoft.
Neil argumenta que uma das razões porque a virtualização não tem sido adotada mais amplamente é simplesmente que ela custa demais. A Microsoft está recorrendo ao recurso de diminuição de preço, definindo o valor de US$ 28 para o Hyper-V. Contudo, embora seja verdade que grandes implementações de VMware podem custar dezenas de milhares de dólares, o Hyper-V não é a única opção de baixo custo. A VMware e a XenSource permitem que os fabricantes OEM (Original Equipment Manufacturer) incorporem máquinas virtuais em hardware,por preços menores, e a maioria dos fornecedores de virtualização têm produtos gratuitos ou quase de graça, como alternativas mais básicas.
Até o momento, o Hyper-V está incompleto. Ele será disponibilizado como uma versão beta compatível com o Windows Server 2008, e sua versão final está prometida para 180 dias a partir do lançamento do sistema operacional de servidor.
Tom Anthony, diretor de TI da University of Minnesota Physicians, está intrigado com os planos da Microsoft, mas prefere não se envolver na questão. Sua organização está avaliando o VMware, e o Citrix Xen é a segunda opção. “A virtualização oferecida pela Microsoft provavelmente é a terceira alternativa para a maioria dos diretores de TI”, ele comenta. “Não creio que essa seja uma estratégia na qual investiríamos agora”.
O Windows Server 2008 trará ferramentas para configurar e gerenciar máquinas virtuais (MVs), incluindo a capacidade de atribuir diversos níveis de capacidade de processamento para cada uma delas. Para o gerenciamento intensivo das MVs, a Microsoft, em 2007, lançou o System Center Virtual Machine Manager. Sua próxima versão, programada para coincidir com o lançamento do Hyper-V, será capaz de gerenciar as MVs da VMware e da Citrix Xen, e também as da própria Microsoft. “Uma infra-estrutura virtualizada é um componente fundamental, mas não é um componente suficiente” para criar um data center dinâmico, analisa o vice-presidente sênior da Microsoft, Bob Muglia.
Outras tecnologias da Microsoft incluem a virtualização de desktops por meio do Virtual PC, e a recém-adquirido tecnologia denominada SoftGrid; a virtualização da camada de apresentação, com a adição dos Terminal Services ao Windows Server 2008; e a capacidade de gerenciamento de máquinas virtuais, do System Center.
Servidor customizado
A Microsoft tem dado muita atenção ao desafio de tornar o Windows Server mais fácil de ser gerenciado. Com o Windows Server 2003, um administrador pode precisar abrir 15 janelas para gerenciar uma máquina. O novo Server Manager, do Windows Server 2008, permite que os administradores modifiquem a configuração, alterem a política de segurança, acrescentem/removam recursos, vejam resumos de eventos, monitorem a confiabilidade e o desempenho, e gerenciem o armazenamento a partir de uma única janela. O Server Manager foi o segundo recurso mais desejado no Windows Server 2008, entre os respondentes ao nosso estudo, sendo que 42% o escolheram entre suas três principais opções.
As versões anteriores do Windows Server instalavam o sistema operacional completo como uma opção padrão. Com o Windows Server 2008, a Microsoft está impulsionando o conceito de Server Core, segundo o qual, dependendo do aplicativo, camadas desnecessárias do sistema operacional são excluídas, para aumentar a eficiência e a segurança. “Se não forem utilizadas, elas não estarão presentes”, esclarece Laing.
Isso significa menos correções, menor tempo fora de operação, menor área de superfície que pode ser atacada, e camadas de software orientadas. David Grant, gerente de data centers da companhia de comunicações Mitel, gosta dessa idéia. “O Windows é grande e complexo demais”, ele avalia. “Seria bom poder simplificá-lo e, se isso acontecer, será possível diminuir as falhas de segurança e o tráfego na rede”.
O Server Core, entretanto, foi classificado entre os três recursos mais importantes somente por 17% de nossos respondentes. Roy Newcomb, diretor de TI da companhia de seguros Dakotacare, para citar um exemplo, não tem certeza se esse recurso vale a pena, considerando o quanto é fácil carregar e utilizar o sistema operacional completo, e o quanto o hardware se torna mais barato e mais rápido. “Realmente não me importo em ter capacidade extra”, ele diz. “Há cinco anos, talvez eu me importasse com isso”.
De qualquer modo, inúmeros outros recursos prometem tornar o data center baseado em Windows mais fácil de ser gerenciado. O Windows Deployment Services (anteriormente, chamado de Remote Installation Services) simplifica as instalações do Windows Vista, e o PowerShell possibilita aos administradores redigir scripts personalizados.
Adequação de banco de dados
Complementando o Windows Server 2008, estará o SQL Server 2008, que apresenta coleta de dados aperfeiçoada, capacidade de realizar consultas mais rápidas, e melhor integração com as planilhas do Excel e outros aplicativos do Office. A Microsoft espera que o SQL Server 2008 seja uma base popular para os aplicativos de datawarehouse e business intelligence. Ele também será fornecido com compatibilidade expandida com novos tipos de dados, incluindo dados com referência espacial e a data/horário. Novas tecnologias de desenvolvimento, como LINQ e ADO .Net Entity Framework, simplificam escrever aplicativos que fazem uso intensivo de dados.
O SQL Server 2008 acrescenta um recurso chamado de Resource Governor, que permite que os administradores controlem o acesso a bancos de dados, visando ao aumento do desempenho e da previsibilidade. Ted Kummert, vice-presidente para plataformas de dados da Microsoft, afirma que o Resource Governor ajudará a impulsionar a virtualização, uma vez que aplicativos de bancos de dados podem ser desmembrados mais rapidamente.
Criptografia de dados, capacidade de espelhamento e maior escalabilidade são os recursos do SQL Server 2008 que atraem o maior interesse dos profissionais de tecnologia de negócios que responderam ao estudo. Mas os usuários não irão agir tão rapidamente para implementar o novo banco de dados da Microsoft, como disseram que vão fazer com o Windows Server – eles nunca fazem isso, evitando a possibilidade de “misturá-los” com todos aqueles importantes dados corporativos armazenados. Somente 23% dos respondentes ao estudo que planejam atualizar para o SQL Server 2008 disseram que irão atualizar mais da metade de seus bancos de dados nos próximos dois anos.
Newcomb, da Dakotacare, declara que está feliz com o SQL Server 2005 e que não tem nenhuma pressa de fazer a atualização, embora a compatibilidade expandida com a linguagem de programação nos serviços de relatórios de SQL, do SQL Server 2008, pareça ser útil para ele.
Naturalmente, considerando o último atraso no lançamento do SQL Server 2008, a própria Microsoft está desconsiderando qualquer tipo de pressão para a tomada desse tipo de decisão. “Com a programação redefinida, não estou certo de quando realmente poderemos tê-lo disponível”, descreve Lou Sneddon, diretor de serviços centrais da Global Crossing.
Infra-estrutura web
A corrida da Microsoft para fazer um trabalho melhor de fornecimento e suporte técnico a serviços de internet se manifesta em toda a sua linha de produtos corporativos, denominada Big Three. Além do IIS 7.0, no Windows Server 2008, e do serviço de sincronização ADO.Net, no SQL Server 2008, o Visual Studio 2008 foi aperfeiçoado para o desenvolvimento web. “Não existe ambigüidade quanto ao fato de que a infra-estrutura com base web está crescendo, se tornando uma peça central”, define Muglia.
O interesse no IIS 7.0 foi tão grande, que a Microsoft começou a oferecer suporte técnico para ele no último mês de abril. Como cortesia do Server Core, as companhias poderão executar um servidor web como uma “função” do servidor, e os componentes desnecessários do sistema operacional serão removidos. E a Microsoft está abrindo o IIS 7.0 para tecnologias que não são da Microsoft, permitindo a hospedagem de aplicativos PHP por meio de um módulo FastCGI. O Windows Server também permite que os departamentos de TI criem uma configuração de hospedagem na web e a compartilhem com diversos servidores web, ao passo que o Windows Server 2003 exigia que os administradores configurassem servidores web ou escrevessem scripts manualmente para configurá-los.
O Visual Studio 2008 oferece compatibilidade inicial ou aperfeiçoada com REST, JavaScript Object Notation, POX, ASP .Net Ajax, e o novo plug-in de browser Silverlight, da Microsoft. Ele inclui um novo editor HTML/CSS, compatibilidade com sincronização local e dados de servidores, e a capacidade de configurar “pipelining” de HTTP, que é a transferência de diversas solicitações de HTTP, sem precisar esperar por uma resposta.
Tudo isso representa progresso na estratégia da Microsoft de fornecer “software mais serviços”, pela qual o software cada vez mais reside na web ou interage com software que faz isso. Com relação a isso, os especialistas da Microsoft esperam que o enfoque do data center corporativo mude, nos próximos anos, à medida que os departamentos de TI procurem cada vez mais por provedores de serviços externos para alguns de seus aplicativos. Exchange, SharePoint e Office Communications Server já estão disponíveis como serviço. O que virá em seguida?
Gerenciamento de desktops, e muito mais. E isso vai exigir mudanças nos trabalhos internos de acesso a aplicativos e serviços de identidade relacionados, como o Active Directory.
“Um dos principais aspectos sobre o futuro do Windows Server será, absolutamente, a idéia de ser o sistema de identidade”, observa Muglia. “O Active Directory se conectará a identidades de serviços. As pessoas não executarão todos os seus aplicativos em um só local. Haverá uma divisão entre entidades corporativas, uma divisão entre diversos provedores de serviços, e o Windows Server facilitará esse tipo de situação”.
Os primeiros recursos que a Global Crossing avaliará, quando considerar migrar para o Windows Server 2008, são as atualizações do gerenciamento e identidade do sistema operacional. O Active Directory Federation Services, por exemplo, é um recurso de servidor que facilita “federar” a identidade entre parceiros e trabalha em diversos sistemas operacionais. “O conceito de ‘federar’ nossos ambientes com clientes e parceiros é muito empolgante”, diz Bill Haskins, diretor de serviços colaborativos da Global Crossing.
Muito mais a fazer
Existem muito mais recursos no novo sistema operacional, no banco de dados e no ambiente de desenvolvimento da Microsoft – dezenas de novos recursos. O Network Access Protection, do Windows Server 2008, é um avanço significativo na área de segurança, que terá de trabalhar com – e competir com – os produtos de Network Access Control, e outros, da Cisco Systems. A Microsoft simplificou a clusterização e introduziu novas técnicas de compactação no SQL Server 2008, que se somam à sua escalabilidade, ao passo que novos recursos de auditoria e criptografia tornam o banco de dados mais seguro e melhor adequado à administração corporativa.
A Microsoft está tentando diminuir as preocupações sobre a compatibilidade do Windows Server 2008 com os aplicativos que os clientes utilizam. Um importante programa de compatibilidade está sendo desenvolvido, com 80 aplicativos que deverão ser certificados para uso com o Windows Server 2008, até o final de fevereiro, e mais centenas que terão de ser validados pela Microsoft para trabalharem com o novo sistema operacional. A companhia desenvolveu um web site (www.windowsservercatalog.com) para acompanhar o progresso dessa iniciativa.
Adam Baum, um arquiteto de TI que atua na cidade de Mesa, Arizona, diz que o Windows Server 2008, o SQL Server 2008 e o Visual Studio 2008 são evidências de que a estratégia de data centers da Microsoft está progredindo. “Eles detectaram e acrescentaram o que as pessoas queriam”, relata.
Isso não significa dizer que ele seguirá a Microsoft cegamente, à medida que a companhia o conduz em direção à sua definição de central de dados dinâmica. Ele adora ter o equilíbrio ideal entre os servidores virtualizados e físicos, o número ideal de gabinetes (boxes) e uma plataforma de gerenciamento comum, mas a situação não é assim tão fácil. Mesa já tem uma infinidade de ferramentas de gerenciamento, mas as questões de orçamento, treinamento e tomada de decisões, tudo isso, mantém a cidade distante da consolidação, e isso não irá se modificar tão cedo.
A TI Dinâmica continua a ser uma estratégia de longo prazo. “Não se trata do tipo de iniciativa que pode ser concluída em um único ciclo de lançamentos”, admite Muglia. “Demos um grande passo na direção certa, com o Windows Server 2008, mas ainda há muitas outras etapas que sabemos que podemos realizar”.
E a primeira delas é: efetivar o lançamento do SQL Server 2008 e do Hyper-V.
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