Hoje, no metrô, começou um alvoroço próximo a mim. Quando olhei
uma menina estava “desmaiada”. A mãe estava preocupada, mas não demonstrava
pavor. Dava tapas no rosto da menina, tentando reanimá-la. Claro que não
funcionou e ela mais algumas pessoas ajudaram a levar a filha pra fora da
estação.
Logo lembrei de um documentário que vi na Discovery sobre distúrbios
do sono. A Narcolepsia
é um desses distúrbios. Quando o portador, ou animal,
portador desse distúrbio sofre alguma emoção mais forte, todos os músculos do
corpo entram em estado “dormindo”. Porém a pessoa continua consciente,
escutando entendendo tudo, mas seu corpo não responde. A charge abaixo
demonstra bem:

1 a cada 2000 pessoas,
nos EUA, possuem o distúrbio.
Cataplexia (em 60 a 90% dos casos).
Significa uma perda súbita de força muscular. Pode afetar pequenos grupos de
músculos (joelhos, faciais, pescoço, fala) até o corpo todo, provocando queda.
São geralmente desencadeados por situações emocionais, por exemplo risada,
surpresa, euforia, tristeza, constrangimento, orgasmo. Geralmente o paciente
tem consciência que do que está acontecendo, embora não consiga falar nem se
movimentar. A Cataplexia pode surgir dos 15 aos 30 anos e costuma provocar pelo
menos um ataque por dia.
Já se escreveu que o velório teria se originado na
necessidade de se assegurar que a pessoa estivesse realmente morta. Na Idade
Média, pessoas com dinheiro usavam pratos e copos de estanho. O metal,
combinado com algumas substâncias, entretanto, podia causar envenenamento ou
–como no caso da associação com álcool – uma espécie de narcolepsia. Há casos
documentados de pessoas enterradas como mortas e que, na verdade, estavam
apenas desacordadas. Quando seus túmulos eram abertos para a troca de ossos, se
percebia, então, pelas marcas deixadas pelas unhas na madeira, que a pessoa
tinha “acordado”. Tarde demais, é claro. Alguns nobres, então, atormentados por
este pesadelo, passaram a exigir que, quando enterrados, fosse providenciado um
sino que poderia ser acionado por um fio amarrado a um dedo do “morto”, caso
este acordasse. Neste caso, as pessoas seriam “salvas pelo gongo” (“Saved by
the Bell”). Assim, a expressão nada teria a ver com o box, como sempre pensei.
Será? Não sei, mas a história também é boa.
http://www.rolim.com.br/2006/index.php?Itemid=4&id=572&option=com_content&task=view